quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rascunho

Tudo o que eu escrevo é pra você.
Às vezes não é, mas se torna sobre você no final. De alguma forma.
Não há remédio para as minhas lembranças, até mesmo aquelas que nunca aconteceram.
Elas me assombram me dizendo que tudo ficará bem.
É assim que acontece. Esse é o jogo.

Podemos nos apaixonar, mais uma vez?
Acho que isso implicaria com o fato de nunca termos nos desapaixonado. Ou você sim?
A folha ainda está escrita à lápis. Podemos reescrever tudo, usar o passado como rascunho.
Por favor meu amor, não cometa o meu erro de deixar os seu medo te machucar.

Agora há uma ponte nos separando. Eu estou tentando atravessá-la.
Você ainda estará do outro lado esperando por mim?
O tempo está correndo, o tempo anuncia a chuva - ou será que já está a chover?
A folha carrega o nosso rascunho. Eu não desejo jogá-la fora.

Eu posso sentir a sua dor.
Você a encobre, mas eu ainda consigo senti-la. Me deixe te ajudar a levá-la para longe.
O pôr-do-sol está indo embora. Ele combina tanto com os seus olhos.
Me dê a sua mão, vamos reescrever tudo de novo.
Podemos caminhar por essa ponte juntos, lado a lado.
Mesmo que ela chacoalhe, não deixarei de segurar a sua mão.

Eu ainda tenho uma caneta, e o papel escrito à lápis.
Você gostaria de reescreve-la?
Nós não precisamos passar a borracha naquela história.
Você prefere escrever em um papel novo?
Por favor meu amor, não amasse-o e jogue fora.

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