domingo, 6 de julho de 2014

I wish I had a love to call mine

É tudo um caos e ao mesmo tempo não é. A sociedade é uma coisa engraçada, te impõe metas e expectativas que se não forem alcançadas prontamente te tacham como um fracasso. Mas eu sempre me pergunto: vale a pena viver uma vida robótica apenas por medo do desapontamento?

Você nasce com uma vida praticamente planejada. Estuda, cresce, faz faculdade, namora, arruma um trabalho, casa, tem filhos, netos e assim por diante. Não que seja culpa dos nossos pais, ou dos pais dos nossos pais, entende? É pragmático. E poucos têm a coragem de quebrar essas barreiras.

Eu me esforço. Na verdade, eu acho que me esforço, mas eu sou só mais um robô pré-fabricado pela sociedade. Aos poucos minhas peças caem, e então eu poderei parar de ver a vida passar como um borrão pelas janelas que são meus olhos. Não há fast-foward ou pause.

A gente sempre está a procura de amor. Seja quem for, onde for. Mesmo em negação ou lá no fundo da nossa caixola. Sortudos são aqueles que já o encontraram. Esses são os mesmos que se arriscaram, viveram. Afinal, ele não irá bater na sua porta ou te acordará com um beijo. Num passe de mágica.

É mágico sim, suponho. E talvez o "amor verdadeiro" te acorde com um beijo. Não como nos contos de fadas, mas talvez ele te desperte da vida robótica a qual você esteja vivendo. Fazer o quê, eu sou apenas mais um clichê. Achando que está dando o primeiro passo de muitos.

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