O relógio grita quinze para as cinco da manhã, de domingo. Logo o sol irá nascer e toda a monotonia dos meus dias se repetirá de novo. A minha mãe pode aparecer a qualquer momento à beira da minha porta com a expressão tomada pelo sono mandando-me dormir, o que eu deveria ter feito há algumas horas. Esqueça tudo o que eu disse antes sobre me sentir livre para um novo começo. A questão é que eu não estou, não sei quando vou estar. Me sinto emocionalmente instável, mas estou aprendendo a manter o frio aqui dentro - e não é no bom sentido.
Eu sou uma pessoa lunar. Não, eu não sou maluco (talvez), eu apenas funciono melhor quando a Lua está no céu. Existe alguma coisa na noite que me desperta, me move e me faz querer fazer todas as coisas que eu tenho desejo de fazer. Algumas pessoas não entendem isso e pouco me importa. Deve ser o silêncio, a energia que a madrugada carrega me transborda vitalidade.
Seis minutos para as cinco agora e ainda estou longe de dormir. Sei que quando deitar a cabeça no travesseiro muitas lembranças farão questão de surgir e eu como sempre irei fantasiar maneiras de tê-las feito de maneira diferente. Bem, eu sei que não há nada que eu possa fazer para mudar o passado. Não irei poetizar nada sobre ter o poder de mudar o futuro e todo aquele blá blá blá clichê que você pode ler em praticamente todos os meus escritos. O relógio grita. Eu preciso dormir, lidar com as emoções e seguir em frente.
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